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18 de agosto de 2026 · por Victor Frad

O microdrama virou indústria no Brasil — e o gargalo agora é produção

Plataforma nacional, catálogo de grande produtora e temporada rodada em duas semanas. O que mudou em 2026 e o que isso exige de quem produz.

US$ 14 bilhões

movimentação global estimada do mercado de microdramas em 2026, segundo a consultoria Omdia

O formato vertical de um a dois minutos por episódio deixou de ser curiosidade de aplicativo chinês. No primeiro semestre de 2026, grandes grupos brasileiros anunciaram catálogos próprios, o país ganhou plataforma nacional dedicada e produtoras independentes passaram a rodar temporadas inteiras em blocos de duas semanas.

A consequência prática para quem produz é de método, não de estética. Uma temporada de sessenta capítulos rodada em doze diárias não comporta decupagem descoberta no set: o roteiro precisa entregar o plano de gravação junto, a continuidade precisa ser travada antes e o elenco precisa chegar sabendo o ritmo.

É por isso que a curva de aprendizado do formato está no elenco e na direção, não na câmera. Ator de teatro e de novela precisa reaprender escala; diretor de publicidade precisa aprender volume. Foi essa lacuna que definiu o primeiro curso da Casa Set.

verticalmercadoprodução

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